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Foguete VS-30/V14 leva a bordo experimentos do INPE

por INPE
Publicado: Dez 12, 2018
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São José dos Campos-SP, 12 de dezembro de 2018

O foguete suborbital VS-30/V14 da Operação Mutiti, lançado no domingo (9/12) a partir da base de Alcântara, no Maranhão, teve a bordo cinco experimentos científicos. Dois deles são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): "Sonda Lagmuir de Densidade e Temperatura Eletrônica" e "Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CTFS)".

Realizada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), sob a coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a Operação Mutiti teve como objetivo lançar e rastrear o foguete de sondagem VS-30/V14, com a carga útil Plataforma Suborbital de Reentrada (PSR-01), onde foram embarcados os experimentos desenvolvidos com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo a Divisão de Aeronomia do INPE, responsável pelo desenvolvimento da Sonda Lagmuir, a carga útil que atingiu um apogeu de 124 km é resultado do aprimoramento das características instrumentais dos sensores para diagnóstico da ionosfera equatorial empregados em outras missões realizadas em colaboração com o IAE.

Iniciada no começo dos anos 1980, a parceria entre INPE e IAE já possibilitou a execução de mais de uma dezena de experimentos de sondagem ionosférica com foguetes, uma plataforma com características únicas que permite obter medidas in situ num intervalo de altitude completamente inacessível a balões e satélites. Espera-se que a atual configuração da sonda de Langmuir proporcione uma determinação mais confiável de parâmetros físicos como a densidade numérica e a temperatura dos elétrons, necessidade imprescindível para que se possa confirmar a natureza geofísica de algumas anomalias que se tem observado na região equatorial de diferentes setores longitudinais. Adicionalmente, medidas in situ de parâmetros ionosféricos nas proximidades do eletrojato equatorial são particularmente importantes no estudo das irregularidades que surgem nesta região, o que pode vir a revelar resultados de especial interesse para a área de Aeronomia.

O INPE tem o domínio da construção e do processamento de dados de sondas de plasma destinadas a veículos espaciais, o que habilita sua Divisão de Aeronomia a tomar parte também em missões que envolvam a instrumentação de satélites científicos voltados ao estudo da ionosfera ou do clima espacial. O monitoramento das condições meteorológicas e ionosféricas sobre a região de lançamento contou ainda com o suporte instrumental do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do Grupo de Estudos Ionosféricos com Rádio Equipamentos de Superfície da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE/INPE), da Universidade do Texas em Dallas e da rede AMBER de magnetômetros.

Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CTFS)

O experimento para estudo CFTS visa avaliar o funcionamento de um forno elétrico com capacidade de fundir materiais com temperatura de fusão entre 100 e 300° C, de forma a permitir seu aperfeiçoamento e qualificação para aplicação em outros voos. Exemplificando, pode-se pensar em uma amostra de diferentes substâncias que, em condição terrestre ambiente, não se misturam ao serem fundidas e posteriormente solidificadas. Entretanto, ao serem submetidas a esse mesmo processo de fusão e posterior solidificação em um ambiente de microgravidade, poderiam se misturar formando um composto homogêneo. Isso possibilita novas aplicações em engenharia no desenvolvimento de produtos, sobretudo em pesquisas relacionadas à resistência de materiais.



Detalhe do sensor metálico da sonda de Langmuir levada a bordo do foguete VS-30 lançado durante a Operação Mutiti


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